terça-feira, 25 de novembro de 2014

EM BREVE


Prezados amigos, em breve teremos:

-- "Extrema unção";

-- "Erasmo, o asno"; e,

-- "Hã?".

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

MÁSCARAS


            Prezado leitor, será que nós estamos plenamente convencidos de que Deus criou-nos para a felicidade suprema e completa? Será que nos conduzimos por essa verdade?

 

            Estou me aproximando dos meus quarenta anos, no ano que vem os completo, se Deus quiser, e as leituras e a experiência de vida acumuladas até aqui levam-me a crer que a maioria de nós não nos convencemos da nossa vocação inadiável para a felicidade. Ou, dito de outra forma, estou convencido da existência de uma tentação sutil, sorrateira, que o demônio arma aos crentes: a ideia ilusória de que seguir o caminho de Deus significa negar a própria natureza, o aniquilamento do próprio eu, o sacrifício da espontaneidade e da criatividade, a mutilação da personalidade.

 

            O demônio é como o PT, na verdade, o PT, verdadeira sucursal do inferno, é como o demônio: acusa os outros do que ele faz. A grande verdade é que o capeta, quanto mais uma pessoa a ele se confia, de forma tácita (talvez a mais comum) ou expressa, mais destrói a sua natureza, o seu eu, a sua identidade única, a sua liberdade e espontaneidade. As personalidades confiadas ao pai da mentira são fragmentadas, sem unidade e coerência. O diabo, astuto conhecedor da natureza humana, sugere continuamente aos homens a ideia de que Deus os quer tristes e frustrados, os quer mutilados, quer negar-lhes tudo. Lembremo-nos da primeira mentira da serpente no Livro do Gênesis: “É verdade que Deus vos proibiu de comer de toda árvore do jardim?”.

 

            O Livro do Gênesis é de uma atualidade gritante. Aquela mentira é diuturnamente soprada aos ouvidos da nossa alma pelo inimigo do gênero humano. Desgraçado, derrotado, sumamente infeliz, invejoso, escravo dos seus vícios, Satanás deseja ver-nos desgraçados, destroçados, fragmentados, sumamente infelizes como ele.

 

            Há uma máxima, salvo engano, da teologia escolástica: “A graça não anula a natureza, mas a leva à perfeição”, isto é, a ação de Deus, a ação do Espírito Santo na alma em estado de graça, não destrói a natureza humana, não a mutila, não a cerceia, mas eleva-a, aperfeiçoa-a. Nesse sentido, só pode ser uma tentação diabólica pensar que a ação do Espírito Santo na nossa alma aniquilará o nosso próprio eu, sufocará a nossa individualidade, destruirá os nossos gostos, as nossas inclinações, eliminará os nossos lazeres, lançará uma camisa de força em nossa criatividade. Nada mais falso! É justamente o contrário. O Espírito Santo tão somente aperfeiçoará os nossos mais legítimos anseios, orientando-os para o seu pleno atingimento.

 

            É por desconhecer essas verdades que muitas vezes usamos máscaras. É por ignorar isso que tantas vezes nos apresentamos diante de Deus e dos homens como nós não somos, exibindo virtudes que não possuímos e dissimulando nossos defeitos. Temos uma visão equivocada, distorcida e estereotipada da santidade. Muitas vezes, até para rezar, utilizamos entonações sentimentais, piegas, esquisitas, pasteurizadas, como se a eficácia da nossa oração dependesse de uma certa homogeneidade, da opinião exterior da assembleia, e não da nossa nudez, da nossa tranquila simplicidade diante de Deus, que conhece até as dobras das nossas almas. Muitas vezes temos a ideia falsa de que Deus deseja um monte de robozinhos que O sirvam. Esses robozinhos, se olharem para o lado, já estariam pecando. Nada disso. Isso é escrúpulo.

 

            “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Deus não nos quer com máscaras. Deus não nos quer com poses de santos; quer-nos santos, sem pose. Santos ao natural, com os cabelos ao vento. Ele não quer entonações afetadas, sorrisos forçados, artificialismos. Ele quer que sejamos santos com toda a tranquila espontaneidade que emerge das nossas almas banhadas pela luz do seu Espírito. Deus quer expandir a nossa personalidade ao máximo, e não manietá-la. Não é à toa que, ao ressuscitar Lázaro, Cristo mandou que o desligassem, o desamarrassem. Deus não nos impõe pesos desnecessários, pois o seu fardo é suave, e o seu peso, leve.

 

            O Espírito Santo é criativo por natureza, e Ele quer que sejamos livres, criativos também. Deus só nos proíbe a autodestruição. O pecado é uma espécie de automutilação, de autoflagelo ou suicídio espiritual. A Lei de Deus, portanto, só nos proíbe de ferirmos a nós mesmos e aos outros. O pecado nos desfigura; a graça nos cura.

 

            É sempre bom lembrar as palavras do Papa João Paulo II no início do seu Pontificado: “Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarai as portas a Cristo! Ao Seu poder salvador abri os confins dos Estados, os sistemas econômicos assim como os políticos, os vastos campos de cultura, de civilização e de progresso! Não tenhais medo! Cristo sabe bem 'o que é que está dentro do homem'. Somente Ele o sabe!”

 

            O que Deus nos tira, meus irmãos, é o que não é Dele: são as falsas alegrias, os falsos gozos, as falsas amizades, as falsas esperanças neste mundo ilusório, pois, como diz São Paulo, “a figura deste mundo passa”.

 

            Tenhamos a coragem de ser nós mesmos. De corresponder cada vez mais à nossa própria natureza, à nossa própria identidade. Deus que nos criou com todos os nossos dons quer que os desenvolvamos ao máximo, e não que enterremos nossos talentos na terra. Ele mesmo disse isso no Evangelho. Ele não quer tolher a nossa personalidade, não quer vestir-nos uma camisa de força. Pelo contrário, o Espírito Santo é o espírito da abertura, da alegria, da liberdade calma, da espontaneidade tranquila, da simplicidade serena. Nosso Criador não nos deu dons para que nós os atrofiássemos.

 

            Confesso a vocês, e talvez já tenha dito isso antes, para mim, as manhãs de domingo são uma metáfora, uma figura do paraíso, da eternidade. Quando vou fazer meu esporte nas manhãs de domingo, vejo tanta alegria, tanta espontaneidade, tanta criatividade nas pessoas: vejo bicicletas diferentes, skates diferentes, tantos tipos de motos, carros, brinquedos e diversões. Vejo coisas que eu nem imaginava que existissem. Estou seguro de que o paraíso é assim: uma explosão de felicidade, de criatividade e de espontaneidade, em que as nossas personalidades se mostram integralmente e encontram a sua plena realização e o seu pleno desenvolvimento, sob o sol luminoso da presença de Deus.
 

 

Paul Medeiros Krause
 
 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

MÊS DO SANTÍSSIMO ROSÁRIO


Caros amigos, outubro é o mês do santíssimo rosário, essa oração imprescindível à vida de todo católico. Como costumam ser as coisas de Deus, simples e profundo, profundo e simples.

 

Talvez nem todos saibam, mas o mês do rosário possui 33 dias; começa em 1.º de outubro e termina em 2 de novembro, finados. Essa feliz coincidência é importante, pois revela-nos a união indissolúvel que há entre o culto mariano, a recitação das Ave-Marias, e a contemplação da vida terrestre de Jesus Cristo, que, segundo a ideia normalmente difundida, teria morrido aos 33 anos. (Afirmam os entendidos – as notas ao começo do Evangelho de São Lucas da Bíblia de Jerusalém – que Jesus Cristo morreu na verdade com 37 ou 38 anos. Mas isso não vem ao caso agora.)

 

A mim me parece que a devoção ao santo rosário é prefigurada no Antigo Testamento em Davi que abate Golias. O pequeno Davi simboliza o fiel. Golias, o demônio. A arma que Davi utilizou para vencer Golias era particularmente rudimentar: uma funda, uma corda ou correia circular, por meio da qual poderia lançar pedras em seu adversário. Ora, a funda e a pedra recordam-me imediatamente o santo rosário: um conjunto de pedrinhas presas a uma cordinha circular.

 

Meditemos um pouco mais na cena. Notemos a desproporção de forças entre o menino e o gigante. Nós, pobres descendentes de Adão, diante do demônio, criatura angélica, somos talvez menos que um simples menino. Há uma brutal desproporção de forças entre um ser humano e uma criatura angélica, que é puro espírito. Tal desproporção aparece também nas armas utilizadas pelo guerreiro Golias e pelo pastor Davi, em quem não assentaram bem as roupas de combate.

 

Notemos ainda outros detalhes. A funda é uma espécie de corda ou correia usada em forma de círculo para fazer girar uma pedra até que adquira força suficiente para ser lançada contra o adversário e feri-lo. A própria forma dos objetos rosário e terço é também circular e, como há repetição de movimentos no girar a pedra, há também repetição no recitar das Ave-Marias e das outras orações vocais. Além disso, pode-se pensar como que numa forma circular do nosso pensamento enquanto medita um dos mistérios do rosário, em cada dezena. Durante a dezena, é como se aquele mistério contemplado, seguindo o ritmo dos recomeços das Ave-Marias, fosse ganhando força dentro da nossa alma.

 

Mais ainda: diz o Primeiro Livro de Samuel que Davi trazia cinco pedras em seu alforje, exatamente o número de mistérios que compõem cada terço. As pedras trazia-as em seu alforje, como que a significar o terço, objeto, que grande parte dos católicos traz sempre consigo, normalmente em seus bolsos. É raro alguém trazer consigo o rosário completo.

 

Davi prevaleceu contra o filisteu, com uma funda e com uma pedra. Assim também o cristão prevalece contra Satanás com o rosário da Virgem Maria. Toda a simplicidade, toda a aparência inofensiva e rudimentar do terço não comprometem sua extraordinária eficácia. Pelo contrário, parece que sua eficácia reside exatamente aí: na força que Deus, pela intercessão da Virgem Maria, infunde misteriosamente à sua aparente impotência. A pedra atirada por Davi incrustou-se na testa de Golias, na sua cabeça, sede do orgulho. Lembremo-nos do que diz o Livro do Gênesis: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Ela te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”. A cabeça da serpente simboliza a sede do orgulho, destroçada pela simplicidade de Maria, de que se reveste o terço ou rosário.

 

Não seria demais recordar uma das possíveis origens do rosário. Os religiosos ou membros de ordens terceiras analfabetos, com pouca instrução, não podendo rezar os salmos, que integram as orações litúrgicas da Igreja e são em número de 150, rezavam 150 Ave-Marias em seu lugar. Mais uma vez aparece Davi na história do rosário, e a simplicidade deste, ao facilitar às pessoas com pouca instrução fazer suas orações.

 

Peçamos a Nossa Senhora a graça de rezarmos o terço ou rosário todos os dias como arma contra os nossos inimigos espirituais.


 
Paul Medeiros Krause

terça-feira, 7 de outubro de 2014

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO



Uma das minhas maiores devoções é a que Igreja celebra hoje: Nossa Senhora do Rosário, que começou com a vitória da Igreja sobre os turcos, com feições marcadamente sobrenaturais, dada a desigualdade de forças entre os dois exércitos, e com a consequente instituição da festa de Nossa Senhora da Vitória.

Depois da Santa Missa, o rosário é a oração mais perfeita e eficaz. Por isso mesmo, é a minha maior devoção, depois da Missa.

Assista ao vídeo abaixo do Pe. Paulo Ricardo:

https://padrepauloricardo.org/blog/nossa-senhora-do-rosario?utm_source=Lista+de+E-mails+%5BPadre+Paulo+Ricardo%5D&utm_campaign=0a058e1b40-07out2014newsletter&utm_medium=email&utm_term=0_a39ff6e1ce-0a058e1b40-406050365&mc_cid=0a058e1b40&mc_eid=0c350abc0a

Muito proveitosa será, ainda, a leitura da Encíclia Supremi Apostolatus Officio, de ninguém menos do que o colossal Papa Leão XIII. Sempre ele a distinguir os sinais dos tempos!

http://www.vatican.va/holy_father/leo_xiii/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_01091883_supremi-apostolatus-officio_po.html





sábado, 4 de outubro de 2014

MEUS CANDIDATOS (MINAS GERAIS)

Amigo leitor,


Para o caso de lhe ser útil, trago ao seu conhecimento os meus candidatos. Voto em Minas Gerais:


45 - Aécio Neves (Presidente)
45 - Pimenta da Veiga (Governador)
456 - Antônio Anastasia (Senador)
3133 - Marcelo Aro (Deputado Federal)
31333 - Claudio Maciel (Deputado Estadual)


Boa eleição!