"Tu o dizes: eu sou rei." Muitos zombaram da realeza de Cristo. Mas hoje quem é Pilatos, quem é Herodes, quem é César? Quem se lembra deles? Quem os venera? Jesus Cristo conta com mais de um bilhão de seguidores, possui os mais belos templos, as mais belas músicas e as mais belas obras de arte da face da terra. Na verdade, quem zombou da realeza nos moldes humanos foi Cristo. Pensavam zombar Dele. Foi Ele quem zombou de nós.
Blog católico e cultural, eventualmente jurídico, com divulgação de ideias, livros e opiniões.
sexta-feira, 14 de abril de 2017
terça-feira, 11 de abril de 2017
UMA RESPOSTA LÓGICA A UMA QUESTÃO POUCO LÓGICA
Alega-se que a eternidade do inferno é injusta e que Deus não é bom.
Responde-se.
O pecado é uma ofensa contra Deus, ser infinito, portanto, exige uma reparação infinita.
Deus nos dá o ser e a existência, mas não nos obriga a amá-lo. Quem não o ama não participa de bem algum, porque Deus é o bem infinito, de que todos os bens finitos participam.
Fora da comunhão com Deus os seres racionais conservam a existência, mas ficam privados da participação nos bens divinos. Quem não quis o principal, por que quererá ou merecerá o acessório? A maior pena do inferno é não participar da vida divina, não estar em comunhão com a Trindade.
O assassino não fica na cadeia pelo tempo que durou a execução do crime, mas em proporção com a sua gravidade. Do contrário, quem matasse alguém com um tiro certeiro ficaria na cadeia 10 segundos e quem matou por estrangulamento, 10 minutos. Portanto, no próprio Código Penal, mesmo nas leis penais, a dureza das sanções é proporcional à gravidade dos delitos e não à maior ou menor duração dos atos de execução. Portanto, não se pretenda que os pecados cometidos no tempo não possam ser punidos com a eternidade, pois o que importa é a gravidade da ofensa, não a duração.
Deus respeita o homem, mas se respeita.
Jesus é bom, mas não é bobo.
Jesus é Deus.
Fé não é sentimentalismo. É adesão da razão.
segunda-feira, 10 de abril de 2017
SEMANA SANTA
Algumas informações importantes sobre a Semana Santa.
Dia de preceito é só o domingo de Páscoa (quem assiste à Vigília Pascal já cumpre o preceito). É o que decorre do Código de Direito Canônico [cânon 1246] e do Catecismo da Igreja Católica [§ 2177]. Obviamente, o bom católico não vai contentar-se apenas com cumprir o mínimo, mas participará ao máximo das celebrações.
A obrigação de comungar pelo menos uma vez por ano, na Páscoa, pode ser cumprida durante todo o tempo pascal, que vai da Vigília Pascal a Pentecostes. É conveniente aproveitar a oportunidade para cumprir outro mandamento da Igreja: o de confessar, pelo menos uma vez por ano, os pecados graves. Trata-se aqui, obviamente, da confissão individual ou auricular, pois a confissão comunitária só é válida para situações graves, previstas no Código Canônico e no Catecismo.
Na sexta-feira santa, pode-se lucrar indulgência plenária ao participar-se da adoração da Cruz na solene ação litúrgica, às 15 horas. Diz a norma do Manual de Indulgências:
"Concede-se indulgência plenária ao fiel que, na sexta-feira da Paixão e Morte do Senhor, toma parte piedosamente na adoração da Cruz da solene ação litúrgica."
No domingo de Páscoa, há a bênção "Urbi et orbi", à cidade [de Roma] e ao mundo, dada pelo Papa, que também confere a indulgência plenária, podendo ser acompanhada pelo rádio, pela televisão ou pelos meios modernos de comunicação. Não nos esqueçamos nunca, para lucrar qualquer indulgência, de rezar um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória ao Pai nas intenções do Papa. As orações pelo Papa são condições sempre necessárias, como o são o estado de graça, a confissão individual e a comunhão, além do desapego aos pecados veniais. A bênção "Urbi et orbi" é dada mais ou menos ao meio-dia, em seguida da oração da "Regina Coeli", que substitui o "Angelus" em todo o tempo pascal.
A bênção "Urbi et orbi" costuma passar na Canção Nova, meio-dia e meia.
O jejum da sexta-feira santa se cumpre fazendo uma refeição completa, isto é, até a saciedade, e duas refeições leves, sem chegar à saciedade, ingerindo apenas a metade do habitual. Por exemplo: um almoço normal e modesto [deve-se evitar a famosa bacalhoada, prato requintado] e dois lanches leves, com redução à metade da quantidade habitual de alimento nestes dois. O jejum obriga dos 18 aos 59 anos.
A abstinência de carne e de seus derivados obriga os maiores de 14 anos até o fim da vida. Ao contrário do que ocorre nas outras sextas-feiras do ano [que não coincidam com dias de solenidade], na sexta-feira santa não é permitido substituir a abstinência de carne por uma obra de caridade ou um ato de piedade.
Outro dado importante é que o jejum e a abstinência mencionados constituem matéria grave, isto é, são matéria de pecado mortal.
Outro dado importante é que o jejum e a abstinência mencionados constituem matéria grave, isto é, são matéria de pecado mortal.
sábado, 8 de abril de 2017
INDULGÊNCIA PLENÁRIA DA SEXTA-FEIRA SANTA
Recordo aos amigos que a participação da Celebração da Adoração da Cruz às 15 horas na sexta-feira santa confere indulgência plenária, desde que preenchidas as condições habituais: estado de graça, confissão individual, comunhão e orações pelo Papa.
Não se esqueçam, pois, do Pai-Nosso, da Ave-Maria e do Glória ao Pai pelas intenções do Papa!
quinta-feira, 23 de março de 2017
O FEMINISMO É UM CHARLATANISMO INTELECTUAL
Dia 8 de março foi dia das mulheres, ocasião em que a militância feminista se agitou em todo mundo, em mais um sinal de revolta e desobediência ao Criador ou, se preferirem, de revolta contra a natureza e a criação. Não preciso de mais provas de que o diabo existe: a reivindicação do aborto como direito é a maior delas. É como se as Nações oferecessem a Satanás, num culto macabro e sangrento, sacrifícios humanos dos seres mais inocentes que existem. Sabe-se que no passado algumas religiões funestas ofereciam aos deuses o sacrifício de virgens e de crianças. Isso não é de espantar, pois, diz a Escritura, que o diabo é homicida desde o princípio. Abel, o inocente, que o diga. O grande Santo Agostinho já advertiu que os demônios se escondem por trás e recebem o culto prestado a toda falsa divindade. A liberdade tratada como um dogma ou totem absoluto, também é um deus falso, perante o qual se imolam vítimas inocentes.
Pois bem. O aborto é o egoísmo elevado à última potência. Quando um Estado o permite, a própria ordem jurídica é o altar em que o sacrifício humano se realiza. Parlamentos e tribunais ficam manchados de sangue, sangue este que clamará aos céus, como fez o de Abel.
Feitas essas observações, é preciso reconhecer, sem meias palavras, que o feminismo é uma grande impostura, uma espécie de sofisma ou charlatanismo intelectual. Sim, porque, se ele pretendesse defender os direitos das mulheres, de todas as mulheres, só aceitaria o aborto de embriões ou fetos do sexo masculino. Claro! Se algumas mulheres são abortadas, elas não poderão exercer o direito ao aborto. Estou esperando surgir alguma feminista coerente, que leve sua coerência às últimas consequências e defenda o aborto apenas de fetos masculinos.
Mas o feminismo não defende a igualdade entre as mulheres. Não defende a sua igualdade em relação aos homens. A argumentação adotada é mero pretexto. É uma cortina de fumaça para ocultar suas verdadeiras intenções. Somente pessoas ingênuas perdem tempo procurando encontrar algum fundamento razoável em tal espécie de ideologia. O feminismo esconde uma indisfarçável revolta contra o Criador e contra a natureza. É uma reprise do pecado original, em que o homem quis, ele mesmo, definir o bem e o mal, em vez de reconhecê-lo e recolhê-lo na ordem natural. Sim, o pecado original e o pecado atual são uma rebeldia contra a ordem das coisas. São uma não aceitação da realidade, a criação de um universo paralelo desconectado do real. É uma espécie de entorpecente que nos deixa alienados.
sábado, 4 de março de 2017
DEUS É TODO-PODEROSO
A teologia ou heresia da libertação é uma desgraça tão grande que a maior parte dos padres de Belo Horizonte altera o Missal Romano porque tem trauminha ou medinho de dizer "Deus 'Todo-Poderoso'". Eles dizem "Todo-Misericordioso" ou "Todo-Amoroso". É como se a expressão "Todo-Poderoso" assustasse ou intimidasse os fiéis.
Prestem atenção nessa bobagem sem limites! É o cúmulo da asneira politicamente correta. Na verdade, os atributos de Deus estão longe de ser bem descritos pelas nossas palavras; estão infinitamente acima das nossas categorias humanas. Estejamos seguros de que Deus é muito mais poderoso do que dá ideia a expressão "Todo-Poderoso". Ele é o próprio Poder, o Poder em Pessoa. E muito mais do que o nosso vão discurso pode tentar descrever. É bom nos acostumarmos com essa realidade, porque um dia nos encontraremos face a face com o Poder.
Há um daqueles sacerdotes, petista de carteirinha e frequentador de passeatas, que se atreve a modificar a fórmula do Sinal-da-Cruz. Ele diz: "Em nome do Pai, que é Mãe, do Filho e do Espírito Santo". Nas orações da Missa, como a coleta, logo antes da liturgia da palavra, o mesmo confuso presbítero convoca "a todos e a todas" para rezar a oração privativa do celebrante. Ora, o rito da Missa não pode ser alterado de qualquer forma e por qualquer um. As autoridades competentes da Igreja contam com a inspiração de Deus para dispor sobre os ritos litúrgicos. Cada palavra, cada gesto têm o seu sentido. Não estão ali por acaso. Padre não pode alterar ao seu talante o sagrado rito da Missa.
A teologia da libertação destruiu por dentro grande parte da Igreja do Brasil. Dioceses inteiras foram arruinadas do ponto de vista espiritual e moral. São cadáveres insepultos, que exalam o cheiro da morte e que alguém se esqueceu de enterrar. Contudo, não devemos desanimar, pois, se Deus nos permitiu viver nessas circunstâncias de tempo e de lugar, é porque conta conosco e deseja que nos santifiquemos por e no meio dessas adversidades.
"Pode por acaso vir coisa boa de Nazaré?", disse São Bartolomeu, que não era nem um pouco dissimulado, nem um pouco politicamente correto. Nosso arruinado mundo pós-Reforma Protestante e pós-Revolução Francesa, vive uma crise de paternidade e de autoridade, de que é exemplo a queda de inúmeras monarquias em todo o globo terrestre.
Mas o mesmo decadente mundo já está cansado de tanta suscetibilidade e tanto comportamento afeminado. Há sinais de esgotamento do modelo sentimentalóide. A ascensão de Trump e de tantos outros sem papas na língua demonstra o resgate de um senso de autoridade e de virilidade que havíamos perdido.
Nosso Senhor não censurou Natanael (São Bartolomeu) por criticar-lhe a cidade de origem. Antes, fez-lhe um grande elogio: "Eis um verdadeiro israelita no qual não há fingimento!" O próprio Jesus Cristo não hesitou em pegar do chicote e em jogar as mesas dos cambistas no chão quando achou necessário. Se repararmos bem, alguns de seus discursos são duríssimos, incrivelmente violentos contra os fariseus, sempre amigos da forma e da aparência, nem sempre amigos da verdade e do bem das almas.
Portanto, abençoe-nos Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. E viva Cristo Rei!
quarta-feira, 1 de março de 2017
Assinar:
Postagens (Atom)
