domingo, 13 de janeiro de 2019

DOIS GRANDES VÍDEOS DO PADRE CARREIRA

Dois grandes vídeos do Padre Manuel Carreira, teólogo, filósofo e astrofísico:

https://youtu.be/JpUKVpvuuRU

https://youtu.be/1ifo-cN8980

PADRE PAULO RICARDO, MEU 'SITE' PREFERIDO

Recomendo a todos os que procuram aprofundar-se na fé católica o site do Padre Paulo Ricado de Azevedo Júnior. É extraordinário! Recomendo especialmente os vídeos dos cursos.

Abaixo vai o link:



sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

MIRADA SOBRE A FELICIDADE


Um dia encontrei-me num bar com uma conhecida, uma espécie de colega ou semi-amiga, num aniversário de um amigo comum, e ela lançou-me a seguinte pergunta, bastante incômoda e dura, com solapada ingenuidade:

— Olá, Paul! Como andam as coisas? Você está feliz?

Imediatamente pensei: “‘Feliz’?! Que pergunta é essa? Que falta de pudor a dessa infeliz? Por que se interessa pela minha nudez, pela nudez da minha alma, pelos mornos recônditos do meu espírito? Quer mesmo que eu me dispa? Que vai fazer ela com tal revelação? Acredita-se ela merecedora desse raio-x? Por que não me perguntou ela pura e simplesmente se estou bem, se estou alegre, coisas mais vagas, mais alheias, mais rasteiras? Quantos tratados os filósofos não escreveram sobre o que é a felicidade? Saberei eu o que é a felicidade para dizer se estou feliz? Não tenho a menor ideia da resposta.” Parecem muitos pensamentos, demasiadas perguntas para mísero meio segundo, contudo creio que consegui fazê-las. Mas não foi só.

Nesse mesmo meio segundo ou segundo e meio, vasculhei ou tentei vasculhar cada recanto, cada dobra da minha alma para ver se estava feliz. Pareceu-me que em alguns cantos, sim, em outros, não, em algumas galerias, mais ou menos. Mas o pior: tive a impressão cruel de que a felicidade é infinita e não se pode alcançar inteiramente. É uma meta inalcançável, a que sempre se acrescenta alguma coisa. Uma vez atingida, ela se aumenta, se multiplica, se desdobra, cria novas exigências. Sempre lhe falta algum pedaço.

É incrível o que eu conseguir fazer ou pensar agora já em dois segundos. Respondi qualquer coisa, qualquer estupidez ou banalidade, nem me lembro o quê. No futuro iria conhecer um blasfemador, um profanador da verdade, um herege, um garçom de restaurante famoso que me perguntaria após a refeição se eu estava feliz. Era uma pergunta sacrílega. Um uso indevido de palavra sagrada. Cheguei a dizer-lhe uma vez: “Não exagere! Não empregue a ‘felicidade’ para coisa tão pequena e instantânea, muito menos para supervalorizar o seu ofício...” Na verdade, não disse a parte final. Mas tive vontade.

Minha amiga conseguiu estragar ou aprofundar as trevas da minha noite, tirar o sabor do meu chope e absorver inteiramente meus pensamentos em volta da palavra ‘felicidade’. Não se faz assim covardemente uma pergunta filosófica na porta de um boteco!


terça-feira, 6 de novembro de 2018

"O OVO DA MINHOCA" E DUAS IMPRUDÊNCIAS

 
Quando estudei no Colégio Técnico da UFMG, o glorioso Coltec, fui editor, vamos dizer assim, do jornalzinho dos estudantes, com o magnífico nome de "O Ovo da Minhoca".
 
É com admiração que recordo que a minha integridade física foi preservada, mesmo diante de duas imprudências do editor e redator.
 
A primeira foi que certa vez inventei uma seção fictícia chamada "Troca-troca". Nessa seção pus um anúncio fictício mas com o nome real de um colega. O anúncio era assim: "Troco tevê preto e branco por gravata colorida." O colega veio tirar satisfações mas eu disse que foi uma homenagem e ficou por isso mesmo.
 
A segunda foi com outra seção, que plagiava escancaradamente o Millôr Fernandes.
 
No Coltec havia o curso técnico de "Instrumentação", não sei se ainda há, carinhosamente designado de "Instrumes".
 
Pois bem. Comecei a seção assim: "REFLEXÕES SEM ODOR, À moda dos estrumes da Instrumes".
 
Passei ileso. Tive sorte.
 
Nessa ocasião inventei ainda a seção do "Horóscopo Coltecano". Havia um signo em que as mulheres gostavam de usar cabelo e nariz grandes...
 

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

TODOS OS SANTOS

"Todos os santos", Fra Angelico.

Hoje, no calendário litúrgico, é a Solenidade de Todos os Santos. No Brasil, a CNBB, com prévia aprovação da Santa Sé, transfere-a para o domingo seguinte.

É muito bonita essa festa. É a comemoração que abrange também todos os santos não canonizados, nossos amigos, nossos parentes, aqueles que conviveram conosco e que já vivem na glória do céu.

No dia 1.º de novembro, a Igreja inicia a semana dos mortos, que se estende até o dia 8 de novembro. Durante esses oito dias é possível lucrar uma indulgência plenária, exclusiva para os falecidos, mediante uma visita ao cemitério, rezando-se lá pelo menos um Credo e um Pai-Nosso, além do cumprimento das condições gerais: desapego de todo pecado, mesmo venial; estado de graça obtido antes do fim da visita ao cemitério; confissão individual, pelo menos 20 dias antes ou depois da visita; comunhão e oração pelas intenções do Papa (pelo menos, um Pai-Nosso e uma Ave-Maria).

A partir do meio-dia de hoje até às 24 horas de amanhã, a visita poderá ser a uma igreja paroquial, rezando-se lá pelo menos um Credo e um Pai-Nosso e cumprindo-se as condições gerais.

É um grande ato de caridade socorrer as almas do purgatório. Não nos esqueçamos delas. E não nos esqueçamos dos santos que conviveram conosco e que agora são nossos advogados, auxiliadores e intercessores no céu.

Todos os santos, rogai por nós!