terça-feira, 27 de agosto de 2024

SANTA MÔNICA

No dia 27 de agosto, a Igreja comemora a Festa de Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho.

A essa santa mulher, às suas insistentes orações, devemos esse grande dom que foi, para a Igreja e para a humanidade, Santo Agostinho, que influenciou e ainda influencia incrivelmente a Civilização Ocidental.

Sejamos agradecidos à Santa Mônica. E que ela interceda por nós, pela nossa conversão e por todos os psicólogos, no seu dia.

quarta-feira, 26 de junho de 2024

'LIVE' SOBRE O SÉCULO DO NADA

Caro leitor, tive a honra de ser convidado pelo "Cultura e Fé Católica" para uma 'live' sobre o último livro escrito pelo Corção, por sinal, um livraço!, que analisa com pormenores, erudição e profundidade a crise do mundo e da Igreja nos tempos atuais, atacados por sinistrite aguda. Trata-se do enciclopédico "O século do nada", recentemente reeditado pela Vide Editorial.

Espero que goste. Se gostar, divulgue! Segue-se o link:



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

É DRAMÁTICA A SITUAÇÃO DO BRASIL

Qualquer pessoa que tenha um mínimo de sensatez, que não esteja completamente alienada, sabe que o Brasil vive momentos dramáticos. Vivemos em plena ditadura de esquerda, inclusive com polícia de Estado, perseguindo opositores. As instituições estão carcomidas, dominadas, possessas. Onde nossos bispos nos meteram, apoiando a esquerda durante décadas, ignorando completamente o Magistério da Igreja? Aonde nos leva a cumplicidade ou covardia dos nossos bispos? Aonde nos leva a militância da CNBB? A função do pastor é defender o rebanho. No Brasil, os pastores jogaram as ovelhas na boca dos lobos.

Proponho que todas as cidades do Brasil se empenhem em organizar grupos que rezem o rosário completo, pelo menos uma vez na semana, de preferência aos sábados, dia consagrado a Nossa Senhora. Precisamos criar grupos e mais grupos que rezem o rosário. O rosário é nossa única arma diante dos Golias que nos ameaçam de todos os lados. Imploremos a ajuda Daquela que pode e quer nos salvar!

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós! São Pedro de Alcântara, padroeiro do Brasil, rogai por nós!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

AS DUAS POBREZAS E AS DUAS FORÇAS

Gustavo Corção Braga

"Sim, meu padrasto. Nesse tempo minha mãe se casara de novo com um personagem fabuloso que os filhos haviam descoberto nas matas do Trapicheiro. Era uma espécie de guarda-florestal que vivia numa caverna e usava barbas terríveis, atrás de cuja sombra brilhavam olhos de mel e escondia-se o melhor coração das redondezas. Para nós ele era uma espécie de meio-termo de entre o Capitão Nemo e Miguel Strogoff. E tanto insistimos que mamãe quis conhecer o prodígio pelo qual seus filhos estavam apaixonados, e apaixonou-se por ele também. Casaram-se com simplicidade, casando as duas pobrezas, mas também as duas forças." 

Gustavo Corção Braga nasceu em 17 de dezembro de 1896, no Rocha, Rio de Janeiro. Nas proximidades do seu aniversário natalício, com esse belo trecho, essa bela citação da crônica "Dia das Mães", que pode ser encontrada no livro "Conversa em sol menor", gostaria de pedir ao leitor as suas orações pela alma desse nosso heroi da fé e exímio escritor, polemista e apologeta católico, como também, em sinal de reconhecimento pelo bem que ele nos fez e ao Brasil, com seus escritos, exemplos e ensinamentos, pelas almas de seus pais, Francisco Braga e Gracietta Corção, de seu padrasto, seu Castanheira, de sua primeira esposa, Diva Corção, por sua segunda esposa, Hebe Corção, por seus filhos e netos.


quinta-feira, 16 de novembro de 2023

A VERDADEIRA HISTÓRIA DA MULA SEM CABEÇA

Confundido com o burro, o jegue e o jumento, o asno é tido como um animal dado a asneiras. Sei, porém, de um asno que, rebelando-se contra seu passado de jumentices, adquiriu saber e ciência, bem como o respeito de toda a bicharada.

Erasmo era o nome do asno.

Eis a iluminação, o pensamento libertador do pobre quadrúpede: "Renego a tradição de meus ancestrais! Não vou carregar esse fardo de burrices! Aliás, sou asno, e não burro. Burro é o burro!"

Até então, ao longo dos séculos, aberta a sucessão testamentária de um asno, percebia-se que o monte compunha-se apenas de ignorância e curteza de espírito.

Erasmo pastou muito até chegar à universidade. Mas, é preciso dizer que, não obstante sua condição animalesca, era um aluno privilegiado. Em primeiro lugar, porque ele era sua própria condução: ia trotando feliz para o campus. Nunca tivera de enfrentar o Circular 05. Em segundo lugar, porque havia bastante capim no campus e, assim, economizava também o dinheiro do bandejão. O nosso asno era, pois, econômico e chamava a atenção de todos os seus colegas universitários, que acabaram acostumando-se com o seu cheiro.

Aliás, seus colegas prognosticavam: "Esse burro vai longe!" "Esse jumento ainda vai ser juiz!"

Nem gostaria de comentar as agruras por que passou esse primo de jegue por ocasião de sua colação de grau! Todo o reino animal alvoroçara-se, pretendendo ser convidado para a solenidade. Baldada a agitação... A onipotente Comissão de Formatura estabelecera que apenas os pais e irmãos de Erasmo poderiam comparecer à solenidade.

Colado o grau, Erasmo foi coroado o rei da floresta. Sua erudição tornou-se proverbial, ficando internacionalmente conhecida. Era o Salomão da caatinga, do cerrado e da estepe! Todos os animais comentam o progresso da selva sob o governo do douto imperador. O leão foi enxotado com o rabo entre as patas, como um intransigente ignorante.

***

Mulata era uma mula. Uma mula espetacular, diria até, estupefaciente. Foi o único outro caso de animal estudando na universidade. Como Erasmo, ao contrário de todos os outros animais, por algum estranho prodígio, também foi dotada de alma racional. Apaixonou-se por Erasmo durante os estudos, foram colegas. Derrubava livros no chão de propósito de forma dissimulada para que o nosso distraído herói, de passagem, gentilmente os pegasse.

Mas, meus amigos, nem tudo é alegre nessa vida e, particularmente, nessa história. Embora fosse a mula mais bonita do sistema planetário, mais bonita que a lua e as estrelas, superando até suas colegas que andavam sobre duas patas, digo, pernas, Mulata não era correspondida. Desolada, começou a embriagar-se devido ao insucesso do seu amor platônico. Toda a floresta começou a dizer a seu respeito: "Está um caco! Foi-lhe embora o juízo, perdeu a cabeça...".

E essa, meus amigos, acreditem ou não - já adivinho o espanto do leitor! -, é a verdadeira história, a incontestável origem, da mula sem cabeça.


quinta-feira, 26 de outubro de 2023

HALLOWEEN

O próprio bom senso deveria levar as pessoas a abominar o Halloween, uma festa em que se exalta o feio, o mórbido, o macabro, a morte, o ocultismo e os crimes. Que há de belo no Halloween? Que valor humano é enaltecido ou estimulado? Qual é a mensagem positiva que ele passa? Nenhuma. Pelo contrário, a mensagem é claramente sombria e negativa.

É de lamentar-se o espírito de manada que parece governar boa parte dos brasileiros, dos pais de família, que se deliciam com uma festa importada sem menor aviso, festa aliás que nada tem a ver com nossa cultura e nossos valores civilizacionais cristãos. Até pouco tempo atrás, o Halloween era apenas um modismo tolo de escolinhas de inglês. Depois, propagou-se com a velocidade do som e invadiu nossas cidades e nossos condomínios. Onde está nosso bom senso? Onde está nossa sensibilidade espiritual, nossa inclinação para o bem e aversão para o mal?

Como não basta o bom senso, que deveria ser suficiente, consultem-se os especialistas, como o exorcista português Antônio Duarte Lara, que em diversos vídeos do Youtube menciona o entusiasmo com que os satanistas celebram essa data, que inaugura o ano novo satânico, às três horas da manhã (por inversão da hora da misericórdia, do triunfo de Cristo na Cruz), inclusive com sacrifícios humanos de fetos concebidos sete meses antes.

Não, meus amigos! Isso não é brincadeira. Não podemos participar disso.


quarta-feira, 18 de outubro de 2023

SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA, PADROEIRO DO BRASIL



São Pedro de Alcântara



 "São Pedro de Alcântara, Padroeiro do Brasil


Poucos brasileiros se lembrarão de seu grande e poderoso patrono, que acompanha todo o desenvolvimento do Brasil desde os primeiros anos da independência. A festa litúrgica, no dia 19 de outubro, festejada com grandes pompas pela Corte Imperial, e ano por ano rememorada pela Liturgia, não se popularizou. Esperaríamos que o glorioso Patrono tivesse, ao menos, a fama que entre nós goza seu confrade Santo Antônio. Mas não. Talvez pelos traços rígidos de seu rosto magro. Talvez pela grande cruz que o acompanha em todas as gravuras, e com razão, já que a cruz foi a síntese de toda a sua piedade. Mas não é o Brasil a Terra de Santa Cruz?

Cremos que o grande Patrono do Brasil se apresenta aos brasileiros de hoje cheio de lições e exemplos. No surto prodigioso em que nos encontramos, e no momento histórico tão indeciso e tão sério que vivemos, São Pedro de Alcântara, rico e pobre ao mesmo tempo, sábio e simples, camponês e universitário a uma só vez, reformador de costumes e guia numa época turbulenta e confusa, homem de árdua penitência pessoal e todo compreensão e amor para com o próximo, é o condutor por excelência do Brasil de nossos dias."

(Stéphane Joseph Piat, "São Pedro de Alcântara: patrono do Brasil")



A partir do ano que vem, com o novo missal, sua memória será obrigatória no Brasil.