segunda-feira, 28 de julho de 2014

NOVENA A SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO, CRIADOR DO ROSÁRIO – INÍCIO EM 30 DE JULHO – 1.º DIA: PUREZA


* São Domingos, no afresco "Zombando de Cristo", de Fra Angelico, beato dominicano.

Em preparação à memória litúrgica de S. Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Dominicanos e instituidor do Santo Rosário, em 8 de agosto.

ORAÇÕES PARA ANTES DA LEITURA

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.

V. Enviai, Senhor, o vosso Espírito e tudo será criado.

R. E renovareis a face da terra.

Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, fazei que nos regulemos pelo mesmo Espírito e gozemos sempre das suas consolações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

R. Amém.

Dulcíssimo Pai S. Domingos, tende compaixão dos aflitos, dos pobres peregrinos e desterrados do Céu, não desprezeis as nossas humildes súplicas, mas livrai-nos de todos os perigos e, pelas vossas santas orações, transportai-nos para o Reino da segurança e da paz.

V. Bom Jesus, pela oração de Domingos,

R. fazei que nos tornemos agradáveis a vossos olhos.

Oremos: Concedei-nos, Deus Onipotente, Vos pedimos, que os exemplos do glorioso Patriarca S. Domingos nos levem a uma vida melhor, a fim de que, honrando a sua memória, imitemos também as suas virtudes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

R. Amém.

LEITURA

PRIMEIRO DIA

PUREZA DE S. DOMINGOS

S. Domingos é representado, quase sempre, com um lírio na mão, símbolo da sua angélica pureza. Todos os que viveram com o Santo Patriarca tinham a convicção de que ele era virgem, isto é, puro no corpo e na alma, que não só guardara a castidade perfeita, mas que também nunca cometera um único pecado mortal.

As testemunhas que depuseram no processo de canonização, algumas das quais conviveram com ele durante muitos anos, e o sacerdote que ouviu a sua última confissão geral, são unânimes sobre este ponto. “Nem a menor suspeita sobre a sua pureza”, dizia uma delas. Além disso, temos a confissão do próprio Patriarca. Pouco antes de comparecer perante o tribunal divino, chamou alguns religiosos para lhes fazer as últimas recomendações e declarou: – “Por uma graça especial do Senhor, guardei até hoje a virgindade”.

Domingos guardava esse tesouro inapreciável por meio duma profunda humildade, rigorosa penitência e assídua vigilância dos sentidos. Uma testemunha declara que quando o Santo atravessava as povoações, os seus olhos mal se levantavam da terra. E quando declarou que conservara a inocência, acusou-se de nunca ter podido dominar a imperfeição de sentir maior gosto em falar com pessoas novas do que com as idosas, donde se pode deduzir a sua extrema delicadeza de consciência, pois combatia sentimentos tão naturais que, não sendo maus, podem, por vezes, conduzir ao mal.

S. Domingos, como S. Paulo, castigava o corpo e reduzia-o à servidão, para que o espírito dominasse plenamente a carne e Deus morasse numa alma pura. Os corações puros, ensinou Jesus, são felizes porque veem a Deus.

S. Domingos facilmente entrava em comunicação com os espíritos angélicos e com o próprio Deus – a própria pureza – porque nenhuma falta embaciava os olhos do seu espírito. Esta pureza, dizia um dos seus filhos, era comunicativa, “cástitas transfusiva” e refletia-se no seu exterior, no seu corpo. A irmã Cecília, que, como filha espiritual e devotíssima de S. Domingos, o estudava e examinava atentamente, escreveu: “Da sua fronte e de entre as suas sobrancelhas, irradiava uma luz suave e brilhante que atraía os corações e simultaneamente infundia respeito e veneração”.

Esta pureza queria-a ele também para seus filhos. Recomendava-lhes que, nesta matéria, fossem rigorosos e vigilantes, sobretudo nas relações com pessoas de fora; de contrário, corriam graves perigos; por outro lado, com a pureza de vida e com o perfume duma boa reputação, colheriam abundantes frutos de salvação no seu ministério.

Nos primeiros tempos da Ordem eram tantas as almas puras que nela se acolhiam que chegaram a denominá-la “Ordo liliatus”, a Ordem dos Lírios.

O escapulário, emblema e escudo da castidade, foi dado à Ordem pela Rainha das Virgens, na pessoa do Beato Reginaldo, a quem Ela também ungiu os rins com o cíngulo da pureza, quando S. Domingos orava por ele.

Todo filho e devoto de S. Domingos deve, pois, cultivar com todo o esmero esta delicada flor, cujo perfume encanta os corações de Jesus e de Maria.

Peçamos a S. Domingos a estima e o amor da pureza, e procuremos imitar, para empregar as palavras do Beato Jordão, “este espelho de pureza, vaso de santidade, templo da virgindade, órgão do Espírito Santo, que durante a sua vida nunca expulsou da sua alma o doce Hóspede que nela habitava”.

ORAÇÃO PARA DEPOIS DA LEITURA

Louvado seja o nosso Redentor, que, querendo salvar todos os homens, deu ao mundo S. Domingos de Gusmão.

V. Coração de Jesus, abrasado de amor por nós.

R. Abrasai o nosso coração de amor por Vós.

Oremos: Senhor Jesus Cristo, que dissestes: pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e abrir-se-vos-á, nós Vos pedimos, pelos méritos do vosso fiel servo Domingos e de vossa Mãe Santíssima, protetora e advogada da Ordem, e pela bondade inesgotável do vosso Coração, nos concedais as graças que humildemente Vos pedimos nesta novena, para que, seguindo fielmente os vestígios do nosso glorioso Patriarca S. Domingos, possamos com ele louvar-Vos e glorificar-Vos por toda a eternidade.

R. Amém.

RESPONSÓRIO DO PATRIARCA S. DOMINGOS

R. Oh admirável esperança, que destes aos que na hora da vossa morte choravam a vossa ausência, prometendo-lhes que, depois dela, havíeis de ser-lhe mais útil! Cumpri, ó Pai, o que prometestes, ajudando-nos com os vossos rogos.

V. Vós que resplandecestes com tantos milagres nos corpos dos enfermos, trazei-nos o socorro de Cristo, curai-nos da perversidade e corrupção dos costumes.

R. Cumpri, ó Pai, o que prometestes, ajudando-nos com os vossos rogos.

V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.

R. Cumpri, ó Pai, o que prometestes, ajudando-nos com os vossos rogos.

V. Rogai por nós, Bem-aventurado Pai S. Domingos.

R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Ó Deus, que Vos dignastes iluminar a santa Igreja com os merecimentos e a doutrina do Bem-aventurado Domingos, vosso confessor e nosso Patriarca, concedei-nos, por sua intercessão, a graça de sermos socorridos nas necessidades temporais e de crescermos sempre mais nos bens espirituais. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

R. Amém.

Fonte: Novena a S. Domingos. Vários autores. 2. ed. actualizada. Editorial Apostolado do Rosário: Fátima (Portugal), 2006.

Edição do Secretariado Nacional do Rosário

Padres Dominicanos

Rua de S. Domingos s/n – 2495-431 FÁTIMA

E-mail: snrosario@clix.pt


quinta-feira, 24 de julho de 2014

BREVE MÉTODO PARA CONHECER A VONTADE DE DEUS


 

            Se o leitor amigo ainda não houver percebido, aviso-lhe que possuo um pendor especial por São Francisco de Sales. Sempre gostei de ler a vida dos santos e os livros escritos por eles; mas houve um momento, talvez em minha adolescência, em que resolvi dedicar as minhas melhores energias à leitura dos doutores da Igreja. Com todo o respeito que devo a São Francisco de Assis e a todos os santos, os doutores da Igreja, a partir do início de minha juventude, passaram a ser minha predileção de leitura. Parece que, ao ler uns e outros, os não doutores e os doutores, eu sentia uma diferença, duas ordens de qualidade, uma proeminência colossal dos últimos, salvo engano, hoje, num total de trinta e cinco.

 

            Em primeiro lugar, não posso negar, reina soberano no altar do meu coração Santo Agostinho com o seu em chamas. Em segundo, Santa Teresa de Ávila com o seu transpassado pela flecha do amor divino. Em terceiro, não muito distante de Santa Teresa, o grande São Francisco de Sales.

 

            São Francisco de Sales, na minha opinião, é o diretor espiritual por excelência. É raro encontrar em alguém tanta profundidade, tanta suavidade, tanto equilíbrio e tanto espírito prático. Além disso, para quem escreveu há mais ou menos quatrocentos anos, chega a chocar a sua espantosa atualidade. Seu “Filoteia” ou “Introdução à vida devota” é um belíssimo clássico de leitura mais que obrigatória.

 

            Foi com profunda reverência que contemplei uma imagem do santo doutor no Caraça. Sempre humilde, sempre discreto como seu pai e senhor São José, lá está São Francisco de Sales, inspiração de Dom Bosco e dos salesianos, no fundo da igreja.

 

            Ora, foi também na adolescência e no início da juventude que me acometeu uma espécie de tentação comum a algumas pessoas. Na época, eu frequentava uma paróquia e um grupo ligado à Renovação Carismática. A Renovação Carismática é uma obra belíssima de Deus, necessária à Igreja e aprovada pelo Papa. Eu não seria louco de dizer algo contra ela. Mas posso dizer algo contra alguns erros de pessoas que dela participam.

 

            Há pessoas na Renovação Carismática, e durante muito tempo foi o meu caso, que procuram interpretar os acontecimentos mais insignificantes da vida como se fossem sinais de Deus. Uma folha que cai, um papel no chão, uma batida de carro, um apito, um assovio, um pio de passarinho. Algumas têm o hábito de abrir a Bíblia aleatoriamente, tirando a sorte para ver o que Deus quer dizer. Já fiz isso muitos vezes. Hoje não me parece que seja uma boa prática.

 

            Numa das mais belas páginas até hoje escritas, São Francisco de Sales, no seu “Tratado do amor de Deus”, continuação do “Filoteia”, traz um “breve método para conhecer a vontade de Deus”. E a principal lição do santo doutor e bispo de Genebra é esta: não se pesa moeda miúda, isto é, não se deve perder tempo tentando discernir a vontade de Deus a respeito de ações insignificantes, irrelevantes. No que é irrelevante do ponto de vista moral, tanto faz uma coisa como outra. Dediquemo-nos a meditar sobre o que realmente importa. Ensina ele:

 

“Mas, Teótimo [nome que ele dá ao espírito humano], advirto-vos de uma tentação aborrecida que múltiplas vezes sobrevém às almas que têm grande desejo de em tudo seguir aquilo que é mais conforme à vontade de Deus; pois em todas as ocorrências o inimigo as põe em dúvida sobre se é a vontade de Deus que elas façam uma coisa de preferência a outra; como, por exemplo, se é vontade de Deus que elas comam com o amigo ou não comam, que usem roupas cinzentas ou pretas, que jejuem na sexta-feira ou no sábado, que vão à recreação ou que dela se abstenham, coisa em que elas consomem muito tempo; e, enquanto se ocupam e embaraçam em querer discernir o que é melhor, perdem inutilmente o tempo de fazer vários bens, cuja execução daria mais glória a Deus do que poderia dá-la o discernimento do bom e do melhor em que elas se distraíram.

 

Não se costuma pesar a moeda miúda, mas somente as moedas de importância. O comércio seria por demais aborrecido e consumiria muito tempo se fosse preciso pesar os soldos, os ‘liards’, os dinheiros e as pitas. Assim não se devem pesar toda sorte de pequeninas ações para saber se elas valem mais do que outras. Há mesmo muita superstição em querer fazer esse exame [...] Cumpre medirmos a nossa atenção pela importância daquilo que empreendemos: seria um cuidado desregrado dar-se tanto trabalho para deliberar sobre uma viagem de um dia a fazer, como sobre uma de trezentas ou quatrocentas léguas.”

 

            Mas há ainda uma outra tentação em que muitas vezes incorremos. A de achar que Deus nos ordena ou permite uma coisa que é proibida às outras. Trata-se de uma espécie de síndrome de Raskólnikov, o célebre protagonista de “Crime e castigo” de Dostoiévski, um de meus escritores favoritos (os clássicos são uma espécie de doutores!). Quantas vezes eu não pensei: “aos outros, à generalidade das pessoas, isso é proibido, está na Bíblia! Mas eu, eu sou tão bom, eu sou tão... tão... tão especial... eu posso! Deus não vai se importar se eu fizer isso!” Não, amigo leitor. Essa é uma maldita tentação diabólica. Notem a minha falta de humildade.

 

Se alguém passar por isso, atente para o seu orgulho, para a sua presunção. Há quem, por exemplo, às vezes fique acalentando a ideia de namorar ou “juntar” com um divorciado ou divorciada ou ter um namoro “liberal”, sob pretexto semelhante. Argumenta-se: “Deus me disse.” “Deus me revelou.” “Deus me falou na oração.” “Eu tirei na Bíblia!” Balela! Quem lhe falou foi o diabo!

 

            Não me lembro em que lugar, mas na Sagrada Escritura se encontra: “a ninguém Deus deu licença para pecar”.

 

            Com efeito, naquela mesma singular página, São Francisco de Sales esclarece: quanto à vontade de Deus claramente manifestada, na Bíblia, nos mandamentos, no Magistério da Igreja, no conselho do diretor espiritual, não há o que discutir, não há o que tergiversar. Permita-me trazer então mais um pouco da tão falada página:

 

“São Basílio diz que a vontade de Deus nos é manifestada por suas ordens ou mandamentos, e que então nada há que deliberar; porque se deve fazer com simplicidade aquilo que é ordenado; mas que, quanto ao mais, na nossa liberdade está o escolhermos a nosso gosto o que bem nos parecer, embora não se deva fazer tudo o que é lícito, mas só o que é conveniente; e que, enfim, para bem discernir o que é conveniente, deve-se ouvir o conselho do prudente pai espiritual.”

 

Quanto ao mais, em que a vontade de Deus não é claramente manifestada, distingamos as ações relevantes das irrelevantes:

 

“A escolha da vocação, o projeto de algum negócio de longa consequência, de alguma obra de longo fôlego, ou de alguma despesa muito grande, a mudança de residência, a escolha de conversas, e tais coisas semelhantes, merecem que pensemos seriamente sobre o que é mais conforme à vontade divina. Mas nas pequenas ações diárias, em que a própria falta não é nem de consequência nem irreparável, que necessidade há de fazer de atarefado, de atento e de embaraçado em fazer consultas importunas? [...] Deve-se andar com toda boa fé e sem sutileza em tais ocasiões; e, como diz São Basílio, fazer livremente o que bem nos parecer, para não cansarmos o espírito, não perdermos o tempo e não nos pormos em perigo de inquietação, escrúpulo e superstição. Ora, eu aqui entendo sempre o caso em que não há grande desproporção entre uma obra e outra, e não se encontra circunstância considerável de uma parte mais do que da outra.

 

Nas próprias coisas de consequência, deve-se ser humilde, e não pensar achar a vontade de Deus à força de exame e de sutileza de raciocínio. Mas, depois de havermos pedido a luz do Espírito Santo, de termos aplicado a nossa consideração à indagação do seu beneplácito, tomado o conselho do nosso diretor e, se for o caso, de outras duas ou três pessoas espirituais, devemo-nos resolver e determinar em nome de Deus, e não devemos depois pôr em dúvida a nossa escolha, mas cultivá-la e sustentá-la devota, tranquila e constantemente. E embora as dificuldades, tentações e diversidades de sucessos que se encontrem no progresso da execução de nosso desígnio possam suscitar-nos alguma desconfiança de não havermos escolhido bem, devemos todavia permanecer firmes, e não olhar a tudo isso, mas considerar que, se houvéssemos feito outra escolha, talvez tivéssemos achado cem vezes pior: além de que não sabemos se Deus quer que sejamos exercitados na consolação ou na tribulação, na paz ou na guerra. Estando a resolução santamente tomada, nunca se deve duvidar da santidade da execução: porquanto, se ela não depende de nós, não pode falhar; fazer diversamente é uma prova de grande amor-próprio ou de infância, fraqueza ou parvoíce de espírito.”

 
 

Paul Medeiros Krause
 

O PECADO MORTAL E A VOLTA DA GRAÇA


Vejam bem, meus amigos, algo de suma relevância para nós: ensina o grande São Francisco de Sales, no "Tratado do amor de Deus", que um só pecado mortal, além de matar em nós a caridade, a graça santificante, destrói os méritos de todas as nossas boas obras.

Entretanto, voltando a alma à graça de Deus, ela recupera não só o valor de suas boas obras presentes e futuras, mas os méritos de todas as suas boas obras passadas. Os méritos de todas as suas ações passadas como que ressuscitam.

Ora, o mesmo não se dá com o pecado. Pecados já perdoados não são ressuscitados pela vinda de um novo pecado mortal. A volta da graça, porém, ressuscita todas as boas ações passadas. Como é grande a misericórdia de Deus!
 
"De sorte que nós todos podemos lançar esta verdadeira voz, à imitação do santo Apóstolo: 'Sem a caridade, nada sou, nada me aproveita' (1 Cor 13, 2-3); e esta com Santo Agostinho: Ponde num coração a caridade, tudo aproveita; tirai do coração a caridade, nada aproveita.

Ora, digo eu, nada aproveita para a vida eterna, embora, como dizemos alhures, as obras bichadas dos pecadores não sejam inúteis para a vida temporal; mas, Teótimo meu amigo, 'que aproveita ao homem ganhar o mundo todo' temporalmente, 'se perder a sua alma' eternamente? (Mt, 16, 26)

[...]  

Deus, pois, não esquece as obras daqueles que, tendo perdido a dileção pelo pecado, a recobram pela penitência. Ora, Deus esquece as obras quando elas perdem o seu merecimento e a sua santidade pelo pecado [mortal] superveniente, e torna a lembrar-se delas quando elas tornam à vida e valor pela presença do santo amor. De sorte mesmo que, a fim de que os fiéis sejam recompensados das suas boas obras, tanto pelo acréscimo da graça e da glória futura, como pelo gozo efetivo da vida eterna, não é necessário que se não recaia no pecado, mas, segundo o sagrado concílio, basta que se morra na graça e caridade de Deus." (São Francisco de Sales, "Tratado do amor de Deus")

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A QUEM SERVE A IMPRENSA?



                        Em nossa pátria, há uns cinquenta anos, na Europa, provavelmente há mais tempo, os sermões dos padres eram os verdadeiros formadores da opinião pública. Para ser exato, não somente os sermões dos padres, mas o ensino prestado pelos formidáveis seminários e pelos colégios católicos em geral. Além disso, os bispos falavam mais, melhor e eram mais ouvidos. Também não devem ser esquecidos os conselhos dados nas confissões auriculares, muito mais frequentes. Em outras palavras, pessoas preocupadas com o nosso bem, com o que realmente importa, a salvação das nossas almas, inspiradas por princípios altruístas, sem qualquer espírito de lucro, formavam o nosso caráter, moldavam as nossas opiniões e esculpiam a nossa personalidade.
 

                        Hoje, a imprensa, isenta e imparcial como a serpente do paraíso – salvo raríssimas exceções –, para assumir o papel de formadora da opinião pública que antes cabia aos padres, a todo o momento insufla em nós desconfiança em relação ao Papa, aos cardeais, à Igreja e aos bispos. Mas, que foi que a serpente disse, mentindo? “É verdade que Deus vos proibiu de comer de toda árvore do jardim?” A proibição recaía sobre apenas uma árvore, a da ciência do bem e do mal. Não exatamente com essas palavras, mas com esse sentido, a serpente acrescentou: “Ignorai a ordem de Deus e vos tornareis deuses”. Ora, desde então tornamo-nos deuses tão espertos que nos devoramos uns aos outros e a nós mesmos. Não sobrou quase nada. Foi-se embora toda a carne; sobraram apenas os ossos. Bom será se lá da Ucrânia não vier a 3.ª Guerra Mundial...
 

                        Hoje, utilizando a velha tática da sua ancestral, a imprensa distorce as palavras da Igreja e quer nos fazer crer que esta é castradora e nos proíbe tudo. Ora, Deus só nos proibiu uma coisa: a autodestruição. A Igreja só nos proíbe o uso irresponsável da liberdade, a automutilação, a autoflagelação, o autoaniquilamento, quer físico, quer mental, quer espiritual.

 
                        Essa serpente, digo, essa imprensa que se diz mais sábia e boa que os padres, a quem serve? Estará ela de fato preocupada com o nosso bem, com a nossa felicidade? Não estará ela inserida em um mundo materialista, em uma rede de interesses e, dessa forma, não será ela movida, em muitos casos, pelo vil espírito de lucro? Os jornais não são um bem de consumo, não são um produto posto à venda, muitas vezes de atraente aspecto para abrir a inteligência? Não haverá fortes interesses econômicos a moverem a imprensa escrita, falada e virtual? Não haverá uma trama de disputas e intrigas por detrás de muitas manchetes de jornais? A mídia de um modo geral, não só a imprensa, não estará visando ao lucro acima de tudo, acima do bem e do mal? Não estará ela novamente nos oferecendo o fruto proibido: estabelecer o bem e o mal por nós mesmos?
 

                        Reconheço que as coisas não deveriam funcionar assim. Por exemplo, um vendedor de camisas não deveria pensar em primeiro lugar na sua comissão pelas vendas, mas em atender bem os seus clientes, em deixá-los satisfeitos. Não é papel de um vendedor “empurrar” a camisa mais cara ou livrar-se de uma mercadoria defeituosa. Um bom dentista, da mesma forma, deveria preocupar-se com as nossas cáries e não em ter uma boa remuneração a qualquer custo, inventando procedimentos desnecessários. O mesmo vale para qualquer profissão e atividade humana, inclusive políticos e vendedores de pneus...
 

                        A meu ver, deveríamos privilegiar a boa imprensa e fugir da ruim. Um veículo de comunicação que zomba da fé dos seus leitores não deveria ser lido por eles. Ninguém deveria comprar jornal para ser ofendido pelos seus colunistas. Há algum tempo, li dezenas de artigos sobre a renúncia do Papa que debochavam do dogma da infalibilidade papal. Mas, o pior de tudo é que os colunistas nem sequer sabiam em que consiste o dogma da infalibilidade papal. Muitos parecem pensar que o Papa, só por ser Papa, se for pintar um quadro, o fará melhor que Caravaggio. Se for compor uma música, o fará melhor do que Mozart. Afinal, Mozart era gênio, mas não infalível. Tal é a mentalidade da imprensa supostamente entendida.
 

                        Nós, católicos, somos dóceis demais. Somos bobos demais. Às vezes, achamos graça de ser ridicularizados publicamente. Aplaudimos os que nos ofendem. Somos condescendentes com os que zombam de nós. Beijamos as mãos dos que nos dão pancadas. Mas não deve ser assim quando são os direitos divinos que estão sendo usurpados, quando a glória de Deus está sendo maculada.
 

                        Pergunto: a imprensa defende o aborto por caridade? Ela quer nos instruir ou formar nossa opinião porque é boazinha? É óbvio que não. E quando ela lança dúvidas contra a Igreja, essas mesmas dúvidas nós deveríamos ter em relação a ela.
 

                        Por que na época das eleições surgem sistematicamente, em determinados veículos, notícias em desfavor de um determinado candidato e em benefício de outro? Será mero acaso? Será mera coincidência?
 

                        Como a serpente, a imprensa lança suspeitas contra Deus e seus representantes. “Não, não morrereis, se comerdes do fruto da árvore. Tornar-vos-eis deuses.” Está de volta um velho método, o velho mecanismo. O de desacreditar a palavra de Deus e de seus ministros. O de bajular para matar. O de oferecer o falso bilhete sorteado da loteria para roubar.
 

 

Paul Medeiros Krause
 

sábado, 5 de julho de 2014

36 ANOS DO NASCIMENTO DE CORÇÃO PARA A ETERNIDADE



BIOGRAFIA


Gustavo Corção Braga nasceu no Rio de Janeiro, a 17 de dezembro de 1896, e fez seus primeiros estudos no Colégio Corção, fundado por sua mãe, Gracietta, na Tijuca. Tornou-se, depois, aluno do antigo Ginásio Nacional (atual Colégio Pedro II), onde terminou o curso secundário. Em 1913, matriculou-se na Escola Politécnica do Rio de Janeiro (atual Faculdade de Engenharia da UFRJ), formando-se em 1920. Aos 23 anos, viajou para o município de Ponta Porã, Mato Grosso, onde, com uma equipe de engenheiros, fez trabalhos de Astronomia de Campo, descobrindo um novo método para a determinação de latitudes. Trabalhou, em seguida, em radiocomunicações, e depois em indústria eletrônica e Telecomunicações. Em 1924, casou-se com Diva Cruz Paiva, de quem teve dois filhos -- Rogério e Mabel. Professor por tradição e vocação, ensinou Eletrônica Aplicada às Comunicações na Escola Técnica do Exército, na Companhia Telefônica Brasileira e na Escola Nacional de Engenharia na Universidade do Brasil (atual Faculdade de Engenharia da UFRJ). Preocupado com os problemas sociais, interessou-se pelo marxismo em meados dos anos 1930; mas depois de uma crise espiritual provocada pelo falecimento de sua esposa, iniciou um processo de reconversão ao catolicismo que resultaria, mais adiante, no seu primeiro livro: 'A descoberta do outro', publicado em 1944. O aparecimento desse livro colocou imediatamente Gustavo Corção em posição de destaque num meio católico que tinha como líder Alceu Amoroso Lima, e que se beneficiaria do movimento de reforma litúrgica centrado no Mosteiro de São Bento. Em 'A descoberta do outro', Corção registra sua dívida com escritores como Jacques Maritain e Gilbert K. Chesterton. Este último seria o assunto de seu segundo livro, 'Três alqueires e uma vaca', publicado em 1947. A essa altura, Corção já estava casado com Hebe Nathanson Ferreira da Silva, de quem teve quatro filhas: Margarida Maria, Maria Luísa, Maria Lúcia e Maria Teresa. Crescendo cada vez mais sua participação no meio católico, Corção passou a colaborar com Alceu Amoroso Lima na direção do Centro Dom Vital, fundado nos anos 1920 por Jackson de Figueiredo, e escreveu muitos artigos para a revista do Centro, 'A Ordem'. Suas atividades desdobraram-se, também, no campo do jornalismo, com artigos escritos para o 'Diário de Notícias', 'Correio do Povo', 'O Estado de S. Paulo' e, por último, 'O Globo'. Em 1951, Corção tentou pela primeira vez o romance; e 'Lições de abismo', publicado naquele ano, foi saudado como uma revelação (Menotti del Picchia chegou a afirmar tratar-se do maior livro de ficção já escrito no Brasil). Outro livro importante foi 'Fronteiras da técnica' (1948), a que se seguiram 'Claro escuro', 'O desconcerto do mundo', 'Dois amores e duas cidades' e, finalmente, 'O século do nada' (1973). Escritor de estilo machadiano e com pendores para o ensaísmo, Gustavo Corção tinha também uma veia polêmica que acabou arrastando-o para as controvérsias que sacudiram o meio católico depois do Concílio Vaticano II. Na linha do Maritain de 'Le Paysan de la Garonne', Corção acreditou que o sopro de renovação trazido pelo Concílio tinha, ao mesmo tempo, aberto a porta para novidades e interpretações da doutrina da Igreja que já não combinavam com a tradição católica. Sua veia combativa (ele fizera esgrima na mocidade) traduziu-se, então, numa produção literária e jornalística que foi-se tornando progressivamente mais cáustica, e provocou a sua ruptura com as posições do antigo companheiro Alceu Amoroso Lima. Corção foi particularmente violento com um tipo de esquerdismo católico que encontrou sua versão mais característica na chamada Teologia da Libertação. Num tom cada vez mais indignado, seus artigos não pouparam nem mesmo figuras da hierarquia católica como dom Helder Câmara -- o que acabou fazendo que ele recebesse uma censura da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Nessa mesma linha de crescente integrismo, ele foi-se aproximando das posições do bispo Levebvre; e, no plano político, assumiu um posicionamento de apoio integral ao regime militar instaurado em 1964. Em torno dele, formou-se um grupo chamado Permanência, que manteve uma revista do mesmo nome (mas depois da morte de Corção, o grupo cindiu-se em duas correntes, uma delas tendo ficado fiel ao magistério da Igreja, ao passo que a outra aderia cada vez mais às posições de Levebvre). O falecimento de Corção, a 6 de julho de 1978, repercutiu bastante nos jornais; e se, para muitos, suas posições políticas e religiosas tinham-se tornado inaceitáveis, não faltaram depoimentos referindo-se à sua inteireza moral e ao fato de que ele foi um dos grandes cultores da língua no Brasil moderno.
 
 
Fonte: "Melhores crônicas Gustavo Corção". Editora Global. Seleção e prefácio de Luiz Paulo Horta.
 
 
* Minha singela homenagem ao meu autor predileto. Salve, bom amigo e caro mestre, Corção!
 
 
 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

NOSSA SENHORA DO CARMO



            Certamente o leitor já ouviu falar das sete maravilhas do mundo, que alguém classificou como pertencentes ao “mundo antigo”. Nomearam também depois as sete maravilhas do mundo moderno. Queria eu revelar-lhe que possuo de meu lado as minhas próprias sete maravilhas. Creio que ao leitor seja igualmente permitido ter as suas. Gostaria, pois, de falar de uma dessas belezas extraordinárias, descomunais, que pelo menos a mim causa especial deslumbramento.


            Em primeiro lugar, trago reminiscências da juventude e algumas ligações afetivas: minha missa de colação de grau em Direito coincidiu com o dia de Nossa Senhora do Carmo. Recordo-me também agora de que a nossa missa em ação de graças pela conclusão do segundo grau teve lugar na Igreja Nossa Senhora do Carmo, do Sion. Perto da minha casa há um mosteiro de monjas carmelitas, das quais eu sempre tive inveja – não sei se no bom ou no mau sentido –, em razão da sua heroica coragem de deixar o mundo e generosidade para com Deus. (Na verdade, parece-me que enclausurado, fora dos muros do Carmelo, encontra-se o mundo. Livres são as irmãs). Santa Teresa foi uma das leituras favoritas da minha adolescência e juventude. E ainda hoje o é.


            Quando menino eu não gostava de cidades históricas. Achava-as tristonhas. Os passeios em Ouro Preto sempre me pareciam enfadonhos. Chegado, porém, à idade adulta, elas passaram a atrair-me irresistivelmente. E, nessas idas e vindas, conheci Tiradentes, já com vinte e seis anos.


            Gostei tanto da cidade que passei a ir até lá várias vezes ao ano, dedicando-lhe pelo menos alguma parcela das minhas férias. Muitas vezes, a parcela única, total. E foi assim que descobri uma das maravilhas escondidas do mundo: a novena de Nossa Senhora do Carmo em São João del-Rei (que é bem próxima a Tiradentes). É tal o esplendor da Igreja da Ordem Terceira do Carmo, são tão solenes os dias de preparação e os festejos da Rainha do Monte Carmelo, tão extraordinárias as execuções barrocas da bicentenária Orquestra Ribeiro Bastos, que eu me arrisco a afirmar isto: a festa de Nossa Senhora do Carmo em São João del-Rei, com sua novena preparatória, é uma das sete maravilhas escondidas do mundo. Não se trata de uma apoteose, de uma epifania, apenas para mim. Trata-se de um colosso maravilhosamente escondido, um tesouro encravado entre as serras de Minas.


            Que há nessa novena, que há nessa festa? Beleza, tradição e devoção. É possível sentir a fé de nossos avós em sua pureza genuína, simples e profunda, cercada, adornada de grande dignidade, de uma suntuosidade real. Ali se tem a impressão de que a Rainha dos Anjos recebe homenagens mais condignas. De que a misteriosa realeza de Deus deixa-se entrever, deixa escapar algumas faíscas. Há uma pompa real na igreja, na música, nas imagens, na procissão e na própria cidade que a procissão percorre.


            Após as missas às 18h30, há a magnífica novena, enriquecida pela execução de obras antigas e belíssimas por parte da orquestra, entremeada de esplêndidas pregações de aproximadamente meia hora. Costumam ser três os pregadores, que se substituem a cada três dias. Não raro um dos pregadores é um bispo. Um detalhe que a meu ver enriquece o ato é o uso do púlpito antigo, localizado no meio da Igreja, no alto.


            A procissão com as belíssimas imagens barrocas de Nossa Senhora do Carmo e São Simão Stock merece uma especial menção. É tocante a parada da imagem de Nossa Senhora diante do cemitério da Ordem Terceira do Carmo, como que a significar a visita da Mãe de Deus às almas do purgatório, para trazer-lhes alívio e levá-las definitivamente ao paraíso. Na missa das três horas, no dia da Virgem do Carmo, há a imposição do escapulário para aqueles que se inscreveram previamente na Confraria do Escapulário. Vale lembrar que o uso do escapulário, mediante o necessário rito de imposição pelo sacerdote, é enriquecido com abundantes graças espirituais que testemunham o favor de Nossa Senhora pelos carmelitas.


            Ainda se destaca nos dias da novena a disponibilidade de inúmeros sacerdotes para o atendimento de confissões individuais, artigo raro em dioceses devastadas pela teologia da libertação, mas abundante na bela e conservadora São João. A São João del-Rei dos sinos, referência nos artefatos litúrgicos, efervescente na música, de Dom Lucas Moreira Neves, de Nhá Chica resiste valentemente à crise de identidade católica que destroça vários lugares do Brasil.


            Quero eu persuadir a tantos quantos eu possa, a tantos quantos têm sede de água viva, têm fome de Deus e do belo, que pelo menos uma vez na vida se permitam desfrutar da sétima maravilha escondida do mundo, participando da novena (ainda que por alguns dias) e da festa de Nossa Senhora do Carmo em São João del-Rei.




Paul Medeiros Krause

sexta-feira, 27 de junho de 2014

INDULGÊNCIA PLENÁRIA DA FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS



Por ocasião da festa do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja concede indulgência plenária ao fiel que recitar publicamente o seguinte Ato de Reparação:
Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é por eles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados na vossa presença, para vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é, de toda a parte, alvejado o vosso amaríssimo Coração. 
Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar imploramos a vossa misericórdia, prontos a expiar não só as próprias culpas, senão também as daqueles que, errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade, não vos querendo como pastor e guia, ou, conculcando as promessas do batismo, sacudiram o suavíssimo jugo da vossa santa lei.  
De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-vos, mas, particularmente, da licença dos costumes e modéstias do vestido, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfêmias contra vós e vossos Santos, dos insultos ao vosso Vigário, e a todo o vosso Clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do divino amor, e, enfim, dos atentados e rebeldias das nações contra os direitos e o magistério da vossa Igreja.  
Oh! se pudéssemos lavar, com o próprio sangue, tantas iniquidades!  
Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os Santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação, que vós oferecestes ao Eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar, todos os dias, sobre nossos altares.  
Ajudai-vos, Senhor, com o auxílio da vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a vivacidade da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e por nosso próximo, impedir, por todos os meios, novas injúrias de vossa divina Majestade e atrair ao vosso serviço o maior número de almas possíveis.  
Recebei, ó benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria santíssima reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes, até a morte, no fiel cumprimento dos nossos deveres e no vosso santo serviço, para que possamos chegar todos à pátria bem-aventurada, onde vós com o Pai e o Espírito Santo viveis e reinais, Deus, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Em outras circunstâncias, a reza deste Ato de Reparação alcança indulgências parciais.
 
É importante lembrar que, para ganhar indulgências, são necessárias: a confissão sacramental, a comunhão eucarística e a oração pelo Sumo Pontífice. Providencialmente, hoje, dia 27 de junho, é o aniversário de sagração episcopal do Santo Padre, o Papa Francisco. Aproveitemos a festa do Sagrado Coração de Jesus para dobrar os nossos joelhos pelo sucessor de São Pedro, a fim de “que o Senhor o conserve, lhe dê vida longa, o faça santo na terra, e não o entregue à vontade de seus inimigos”.
 
Por Equipe Christo Nihi Praeponere